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Tag: Walderez de Barros

Resenha do DVD: "Quincas Berro D’Água"

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QUINCAS BERRO DAGUADepois de uma rápida passagem pelos cinemas, o longa-metragem baseado na obra de Jorge Amado, "Quincas Berro D’Água" (Quincas Berro D’Água) chega em DVD para locação no Brasil. Estrelado pelo excelente Paulo José, que interpreta o personagem título, a divertida comédia dirigida e adaptada por Sérgio Machado, também conta com Marieta Severo, Mariana Ximenes, Vladmir Brichta, Flávio Bauraqui, Irandhir Santos, Luis Miranda e Frank Menezes, além das participações especiais de Milton Gonçalves, Othon Bastos, Walderez de Barros e Carla Ribas.

Essa é a primeira vez que a obra "A Morte e a morte de Quincas Berro D’Água", considerado por muitos críticos a melhor obra de Jorge Amado, é adaptada para os cinemas. O romance já traduzido para 21 idiomas e, só no Brasil, já vendeu mais de 3 milhões de exemplares – se tornando a segunda obra mais vendida do escritor baiano no País. Quincas Berro D’Água, pseudônimo do ex-funcionário público Joaquim Soares da Cunha, é o líder de uma turma de malandros de Salvador que tem o azar de falecer na madrugada do dia em que completaria 72 anos.  Mas, como para esse grupo a morte é apenas um detalhe, Quincas ainda vai aprontar muita coisa antes de morrer pela segunda vez.

Lançado pela Walt Disney Home Entertainment no dia 11 de agosto de 2010 e ainda sem previsão de lançamento para venda, o DVD de "Quincas Berro D’Água" (Quincas Berro D’Água) chega num estojo preto, sem nenhum tipo de encarte e com o disco com a arte em cinza e o logo do filme em branco. Sem trailers, logo que iniciamos o disco somos levados até menu principal, que é o unico que contem uma animação com fotos da produção. O filme chega ao mercado nacional com formato de tela Widescreen Anamórfico 1,85 (16:9) e àudio Dolby Digital 5.1 e Dolby Digital 2.0, em português, além de legendas apenas em inglês.

SINOPSE OFICIAL: Rei dos botecos, bordéis e gafieiras da Bahia, o ex-funcionário público Quincas Berro d´Água é encontrado morto em sua cama. Inconformados com sua morte, seus melhores amigos roubam o corpo e o levam para uma última noite, regada a festa e muita bebida. Em meio a mil confusões, Quincas vive a sua segunda e definitiva morte, desta vez como sempre sonhou. Baseado na obra de Jorge Amado.

BÔNUS MATERIAL: # Making of (26:52): Um excelente documentário falando sobre a produção do longa-metragem, a escolha do elenco, da trilha sonora e dos efeitos de animação usados para a cena final. O featurette também está repleto de cenas de bastidores e depoimentos do elenco, da equipe técnica e até um rápido depoimento resgatado do próprio Jorge Amado.

# Trailer (02:06): Tradicional trailer oficial do filme divulgado para o lançamento nos cinemas.

COMENTÁRIOS FINAIS: O lançamento da versão cinematografia da obra "A Morte e a morte de Quincas Berro D’Água", uma das principais obras do mestre Jorge Amado, sem duvida nenhuma merece ser vista, mesmo para os que ainda torcem o nariz para produções nacionais. O longa-metragem apresenta uma excelente história e tem um elenco de peso, trazendo diversão garantida. Lançado pela Disney no Brasil, quer dizer, Buena Vista International, o DVD de "Quincas Berro D’Água" (Quincas Berro D’Água) é bem simples e não traz muitos atrativos, como os DVDs de produções nacionais. O grande destaque, além do filme, é o making of que nos leva praticamente para dentro de como foi a produção do filme. Sem duvida nenhuma, um filme que não pode faltar na coleção dos amantes de boa literatura ou dos fãs do bom cinema nacional.

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Videocast Especial 3: Trinca Disney

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Depois do sucesso dos videocasts de "As Aventuras de Merlin" e "Starstruck", ficamos algumas semanas juntando novidades para o terceiro especial e resolvemos então fazer o PLANETA DISNEY VIDEOCAST 3 com as novidades de três produções Disney que se encontram ainda nos cinemas.

No terceiro episódio vocês conferem material dublado de "Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo", sucesso de bilheteria no Brasil, como cenas de bastidores, depoimentos do elenco e da equipe técnica e cenas da produção. Em seguida, o programa trás três divertidos vídeos de bastidores da produção nacional "Quincas Berro D’Água", distribuídos pela Buena Vista.

Para terminar o programa, vocês conferem como foi a pré-estreia paulista de "Alice no País das Maravilhas", que contou com a presença do elenco de "Quando Toca o Sino" (Beatriz Machado, Pamela Otero, Carol Candido e Olavo Cavalheiro) e da apresentadora do Copa Disney, a Mileni Conte. Programado para chegar em Disney DVD para locação e em Disney Blu-ray para venda, o nosso programa acaba com três cenas dubladas do filme.

VIDEOCAST 03: TRINCA DISNEY Link: http://videolog.uol.com.br/video?553657

Mais uma vez, termino o post do PLANETA DISNEY VIDEOCAST agradecendo o nosso parceiro Kablam Trailers, que montou a abertura, editou o programa e ajudou muito para que ele saísse e a assessoria de imprensa da ProCultura, que nos enviou o material do filme "Quincas Berro D’Água".

Espero que vocês tenham gostado do nosso programa e aguardamos o seu comentário para melhorarmos o programa e para que saia a terceira edição. Abaixo vocês conferem algumas fotos da pré-estreia paulista de "Alice no País das Maravilhas", enviadas gentilmente pela Carol Calheiros.

Boa Diversão!

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Coletiva de Quincas Berro D’Água

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Coletiva de Quincas Berro D’Água Por Diego Estrella

No último dia 3 de maio, ocorreu no Caesar Business a coletiva para o lançamento do filme Quincas Berro D’Água, que contou com a participação do diretor Sérgio Machado, do elenco, do diretor de arte, Adrian Cooper e do compositor da trilha sonora, Beto Villares. Os membros do elenco presentes foram a trupe principal do enredo, Paulo José (Quincas), Flávio Bauraqui (Pastinha), Irandhir Santos (Cabo Martim), Luis Miranda (Pé de Vento) e Frank Menezes (Curió). A conversa com os jornalistas foi marcada por um tom informal, com inúmeras brincadeiras entre o elenco e o diretor.

De início, Sérgio Machado explicou que sua relação com Jorge Amado existe desde o começo de sua carreira, quando o escritor o apresentou a Walter Salles, com quem o diretor trabalha até hoje. O livro A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água é, segundo ele, o melhor livro do escritor. “O tema central é a morte, mas [o filme] fala o tempo todo da vida”, explicou. E essa idéia foi reforçada depois por Frank Menezes, ao falar que o filme é uma homenagem à amizade e à vida. A amizade, aliás, estava também fora das câmeras. Para cada declaração, sempre havia uma interrupção, principalmente de Paulo José, roubando a cenas com um comentário bem humorado, e que logo se transformava uma conversa entre amigos lembrando bons momentos. Resultado de um grupo que passou dois meses se preparando para gravar.

Sobre a ambientação Sérgio disse que a idéia era fazer um filme que se passasse nos anos 50, mas com a linguagem cinematográfica atual, complementado por Adrian Cooper, que afirmou que Salvador continua como era há cinco décadas. Os detalhes na elaboração do filme foram meticulosos. Sérgio afirmou que a toda a produção levou dois anos, e lembra que determinadas cenas, como a do barco na tempestade, levaram meses até serem terminadas. O perfeccionismo do diretor, aliás, foi além. Ele chegou a fazer 500 páginas de anotações com detalhes como a tampinha de garrafa que o Cabo Martim usa como medalha, um detalhe que passa praticamente despercebido ao público.

Sobre a música, Beto Villares deixou claro que não tiveram intenção de se prender a ritmos baianos ou da época da história, apesar da música parecer vinda de um circo. Eles chegaram a pedir para os músicos desafinarem um pouco, para ajudar no tom cômico, meio patético. Machado lembrou diversos os ritmos usados: maracatu, reggae, sambarock, até mambo. Nenhum ritmo tipicamente baiano, porém. Villares lembra que não havia intenção de se prender à época e ao local em que estavam.

Apesar do resultado final ser cômico, o diretor afirmou que o humor veio de cenas intensas e dramáticas, do desencontro entre o ridículo da situação e a seriedade com que os personagens era interpretados. Paulo José comparou-os com o vagabundo de Chaplin. Para ele, os personagens eram sujos, suados, mas agem de maneira fina, aristocrata. E esse limiar entre o ridículo e o sério foi um desafio para Frank Menezes, com uma carreira longa como humorista, interpretando um personagem vestido de palhaço, mas triste.

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Crítica: Quincas Berro D’Água

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Crítica: Quincas Berro D’Água Por Diego Estrella

Baseado na obra do escritor Jorge Amado, Quincas Berro D’Água nos mostra a morte do personagem (Paulo José) que dá título ao filme logo nos primeiros minutos. Ele é um bêbado que abandonou sua família para viver uma vida boêmia na companhia de outros vagabundos, estes os personagens que aprontam as peripécias durante o filme. Cabo Martim (Irandhir Santos), Pé de Vento (Luis Miranda), Pastinha (Flavio Bauraqui) e Curió (Frank Menezes) armaram toda uma noite de comemorações do aniversário do companheiro de farra. Ao saber da morte dele, não conseguem acreditar e decidem que é uma brincadeira do amigo, pois este sempre pregava peças e devem continuar com o plano da noite de folia do aniversário. Logo, o corpo de Quincas é carregado para os bares onde o grupo costumava passar as noites. O protagonista, apesar de ser um cadáver, brilha durante todo o filme, em parte pela narração de Paulo José, em parte por suas expressões faciais discretas, pois um morto não se manifesta, o personagem nos faz rir em diversos momentos.

Enquanto isso, sua família, daquelas tradicionais que desejam manter as aparências, quer que ele seja velado e visto como um homem da alta sociedade. Para justificar sua ausência de casa, eles inventaram a história de que ele se tornou um comendador e estava fora do país. Vanda (Mariana Ximenes), filha de Quincas, sente a mesma inadequação que levou o pai a sair de casa, mas prefere viver uma vida conservadora ao lado do marido, um oportunista de olho em regalias da alta sociedade. Esse atrito entre a família, aquela com o direito de velar o morto, e os amigos, aqueles que viviam as alegrias e as tristezas com o morto, mostra o conflito entre a rigidez da sociedade e a vida desregrada dos boêmios, estes sempre usando da malandragem para superar sua desvantagem perante a sociedade que os condena, enquanto os que vivem dentro da regra invejam a liberdade daqueles que só tem compromisso com sua alegria.

Repleto de humor e situações cômicas, ele trata temas sérios, como a perda de um ente querido, a diferença de classes sociais, a ordem rígida que segrega os pobres e os boêmios na Bahia dos anos 50, mas tudo com uma atmosfera leve, denunciada pela trilha sonora que, muitas vezes, parece o fundo musical de um circo, além das observações do narrador, que aproveita sua posição para tirar sarro e denunciar para o espectador todos os defeitos da sociedade que posa de moralista e denuncia os párias, enquanto esconde seus próprios pecados. Nada mais brasileiro do que a ordem imposta sendo desvirtuada pela farra dos bêbados e foliões no limiar da miséria e tudo terminando em festa, mesmo em horas tão trágicas. Eles não deixam de ter certa razão, pois, diante da morte, o que realmente importa?

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