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Tag: Oswald o Coelho Sortudo

Oswald, o Coelho Sortudo | Animação Disney é encontrada e vai a leilão

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, um desenho perdido criado por Walt Disney, antes mesmo dele criar o personagem Mickey Mouse, foi descoberto recentemente em um dos arquivos de filmes britânicos e será oferecido em leição em Los Angeles, no dia 14 de dezembro, quarta-feira.

Intitulado "Hungry Hobos", o curta-metragem de animação faz parte do acervo de 26 episódios que eram estrelados pelo coelho Oswald, conhecido por "Oswald, o Coelho Sortudo", criado por Disney e pelo cartunista Ub Iwerks em 1927 para a Universal Studios.

"A primeira produção com Oswald, amplamente considerado um protótipo para o famoso Mickey Mouse, foi rejeitada pelo estúdio de Hollywood, mas a segunda, 'Troubles Trolley', deu o pontapé inicial a uma série bem sucedida", afirmou o jornal brasileiro.

Uma cópia do curta-metragem de animação foi encontrado durante uma catalogação de rotina no início deste ano, afirmou Robert Dewar, diretor comercial da Huntley Film Archives, uma das maiores bibliotecas independentes de filme da Grã-Bretanha.

"Nós temos mais filmes do que você pode imaginar", afirmou. De acordo com informações, a biblioteca apresenta um acervo de 80.000 filmes, que estão totalmente contabilizados. "Nós achamos que este ('Hungry Hobos') parecia um pouco suspeito", disse Dewar.

Quando o filme foi encontrado, Amanda Huntley, que trabalha no arquivo, acrescentou que eles não acreditavam na descoberta. "Nós não conseguíamos acreditar nos nossos olhos. Para um arquivo, encontrar uma obra-prima perdida é incrível - você simplesmente não acha que isso vai acontecer com você".

O dinheiro arrecadado com o leilão vai ser usado para ajudar a preservar a sua biblioteca, afirma Dewar. O valor estimado pelos leiloeiros é de US$ 30 mil a US$ 40 mil, para o curta de 5 minutos e 21 segundos. Mesmo tendo aparecido em vários filmes e curtas, o alto valor de "Hungry Hobos" é por ele fazer parte da primeira série de curtas produzidas pela própria equipe de Walt Disney.

De acordo com a Ilustrada, a importância do filme se dá pelo fato de "que ele foi ao ar em 14 de maio de 1928, um dia antes da primeira exibição experimental de Mickey Mouse. É um dos vários episódios da série original, que ainda acredita-se estar perdida".

"Oswald é um proto-Mickey. Se você vê-lo, você vê o mesmo formato da cabeça, as orelhas, os maneirismos", afirma Dewar, que acrescentou que a Walt Disney Co., a empresa de entretenimento global, estava ciente da descoberta.

Vale destacar, que Walt Disney perdeu os direitos do personagem Oswald em 1928, quando foi pedir mais dinheiro para a Universal, para melhorar a tecnica de sua animação e seu pedido foi rejeitado. Com isso, ele se separou do estúdio e perdeu os direitos sobre o personagem. Iwerks acomapanhou Disney e jutos desenvolveram a criação mais famosa, Mickey Mouse. Em 2006, o personagem voltou a ser adquirido pela Disney e seus curtas foram re-lançados em DVD e o personagem estampou vários produtos, como o jogo "Epic Mickey".

Matéria Especial: Conheça o game "Disney Epic Mickey"

Como não temos muito costume de falar sobre os lançamentos de Games Disney, o Planeta Disney começa a semana publicando uma matéria especial do amigo e leitor Rodrigo Barros, que comentou e deu algumas dicas sobre o game "Disney Epic Mickey", que chegou as lojas de todo o Brasil no final do ano passado. Abaixo segue a matéria completa enviada pelo Rodrigo. Divirtam-se e boa leitura.

TENHA UMA AULA DE HISTÓRIA DA DISNEY COM "EPIC MICKEY"

Faltou pouco para ser realmente épico. Lançado em novembro de 2010 com exclusividade para o Nintendo Wii, "Disney Epic Mickey" é um jogo de exploração com pitadas de plataforma que vai divertir toda a família, frustrar os jogadores com pouca paciência e fazer os fãs do camundongo, dos parques e dos curtas clássicos delirarem.

"Epic Mickey" tem um enredo simples, mas com umas "pinceladas" (com o perdão do trocadilho) bem profundas para quem se dispor a realmente investir no que está sendo contado. Mas para falarmos do jogo, é preciso primeiro voltar a 1927, quando um jovem Walt Disney criou com seu parceiro Ub Iwerks um simpático personagem chamado Oswald, o Coelho Sortudo. Não entendeu nada, né? Pois é, o jogo pode ter o Mickey no título e na capa, mas Oswald é um personagem tão principal quanto o nosso querido camundongo.

Em 1927, Walt e Iwerks criaram Oswald para uma série de curtas, num contrato assinado com a Universal Studios. Seus curtas foram um tremendo sucesso, e após um ano, Walt resolveu pedir um aumento de orçamento para o seu chefe na Universal. Em vez disso, o sujeito exigiu que Walt aceitasse um corte de 20%, alertando que os direitos sobre o personagem eram deles, e que a maior parte da equipe do Walt já tinha assinado contrato com a Universal. Walt, obviamente, recusou a "oferta" e se desligou do contrato. A Universal continuou com Oswald durante muitos anos, e aqui no Brasil nós o conhecemos com uma cara completamente diferente, membro da turma do Pica-Pau nos quadrinhos. E Walt resolveu criar um outro personagem em 1928, um camundongo faceiro e simpático chamado Mickey Mouse. O resto, como se diz, é história. E essa história teve um epílogo feliz em 2006,  quando o novo CEO da Walt Disney Company, Bob Iger, assumiu o cargo decidido a recuperar Oswald, "o filho pródigo", o que ele conseguiu fazer para alegria de muitos.

Pois bem, mas e quanto a "Epic Mickey"? O jogo mostra um Mickey no início da carreira, ainda curioso e "malandro", descobrindo uma passagem pelo seu espelho para o laboratório do mago Yen Sid, aquele de "Aprendiz de Feiticeiro". Lá, ele vê o mago construir com um pincel mágico uma linda maquete, que ele batizou de Wasteland, ou Terra dos Refugos. Ele criou essa terra para o seu aprendiz, Oswald, e para todos os personagens considerados perdidos. Quando Yen Sid se recolhe, Mickey aproveita a chance para brincar com o pincel e criar uma estátua sua bem no meio da maquete. Só que, sem a habilidade do mago, ele acaba criando um monstro de tinta, o Mancha Negra. Assustado, ele tenta desfazer o monstro e acaba criando uma confusão ainda maior, derramando o pote de tinta e de solvente em cima da maquete, causando grandes danos. Ouvindo Yen Sid voltando, Mickey larga tudo como está e foge de volta para o seu quarto, pra voltar a dormir. E o tempo passa e ele esquece aquilo tudo, estrelando vários curtas e ganhando uma fama mundial incrível. Tempos depois (nos anos 60, pelo que podemos supor, graças à aparição no jogo do longa "A Bela Adormecida"), enquanto dormia, Mickey é raptado para dentro do laboratório de Yen Sid e para dentro da Wasteland pelo Mancha Negra. Tentando resistir, a única coisa que Mickey consegue fazer antes de perder a consciência é apanhar o pincel mágico. Quando desperta, ele está amarrado numa mesa de operações e dá de cara com o Doutor Maluco, aquele do curta de 1933, que está prestes a arrancar seu coração! E se vocês estão pensando que contei algum spoiler, isso tudo acontece antes mesmo de aparecer a tela com o título do jogo! É, aqui ninguém perde tempo, não!

Graças a ajuda do gremlin Gus, aos poucos vamos descobrindo que mundo é aquele e o que está acontecendo, e por que todos parecem tão interessados no Mickey. Não quero contar muito para não estragar as surpresas, mas basta dizer que as emoções são muitas. A Wasteland é baseada na Disneylândia, então temos fases que lembram o castelo da Bela Adormecida, a Main Street, Toontown, Adventureland, Fantasyland, Liberty Square e Tomorrowland. Temos animatronics, aqueles robôs que encontramos nos parques, do Pateta, da Margarida e do Donald, além da presença de personagens clássicos como Horácio e Clarabela. Só que a Wasteland é governada por Oswald, então tudo tem mais cara de coelho do que de camundongo...

Warren Spector, o criador do jogo, realmente teve uma ideia épica. É uma bela história de redenção. Sim, redenção, porque Oswald ressente Mickey. Afinal, o camundongo "roubou" a vida que seria dele e o amor do "pai" de ambos. A cena em que Mickey encontra a "nova" versão da estátua Partners, que existe nos parques, é particularmente tocante. E Mickey, por sua vez, não é exatamente um cara bacana. Tão envolvido com sua própria fama e carreira, ele nem se lembra dos seus velhos amigos! Nem quando Horácio mostra fotos dos desenhos que participaram juntos... Aos poucos, ambos os lados vão reconhecendo seus erros: Mickey vê que precisa assumir a responsabilidade pelos seus atos, reconhecendo que tudo que deu errado na Wasteland é culpa sua; e Oswald vai aprendendo que Mickey não é lá um cara tão mau assim, como todo irmão mais velho aprende sobre o irmão mais novo.

O grande chamariz de "Epic Mickey" é o pincel mágico. Com ele, Mickey pode pintar o cenário, reconstituindo a Wasteland, ou usar o solvente para apagar as coisas. Então, você pode, por exemplo, reformar uma casa que foi apagada para o seu dono ficar feliz, ou pode apagar uma parede para descobrir uma caverna escondida atrás dela. E suas escolhas influenciam o jogo até certo ponto. Todos os vilões e vários desafios podem ser vencidos com tinta (método construtivo) ou solvente (método destrutivo). E não pense que você vai experimentar um jeito e, caso não goste do resultado, vai voltar para experimentar do outro. Como aprendi da pior maneira, o jogo não perdoa nesse ponto: suas decisões trazem consequências. Se usou solvente, paciência. Se perdeu um item colecionável, como os pins, artes conceituais e rolos de filme espalhados pelas fases, já era. Só começando de novo.

Infelizmente, o jogo tem dois defeitos grandes, que se não impedem a diversão, podem fazer muitos desistirem. O primeiro e maior deles é a câmera. Você pode controlara posição dela com o direcional, e pode ligar a versão de 1a pessoa com o botão "1", mas em certos momentos ela não se mexe. E quando isso acontece, geralmente são momentos em que você PRECISA de uma posição melhor, porque está prestes a saltar para a morte.

O segundo problema, esse mais um incômodo do que um problema é a repetição. Para viajar de um mundo a outro, Mickey utiliza telas de cinema que estão exibindo seus curtas clássicos. Então, ele acaba visitando "Steamboat Willy", "Clock Cleaners", "Fantasia", "Plutopia", "Lonesome Ghosts" e vários outros. Só que, em certos pontos do jogo, você tem que ir e voltar de uma "terra" para outra. Basicamente, você vai ficar um bom tempo sem querer ver "Thru The Lookin Glass", depois de jogar "Epic Mickey"...

Enfim, "Epic Mickey" pode não ser verdadeiramente épico, mas é verdadeiramente divertido. Para quem já visitou os parques ou gosta dos velhos curtas do camundongo, é um prato cheio. O texto é engraçado em pontos e comovente em outros. A quantidade de detalhes é avassaladora, são várias as participações especiais, a trilha sonora é magistral e utiliza várias trilhas Disney conhecidas. Vale um aluguel certo, e eu certamente recomendaria a compra. Existe também uma edição especial de colecionador que vem com um DVD com o making of do jogo, imagens conceituais e alguns curtas do Mickey, além de adesivos para o seu console e Wiimote, e uma estatueta do Mickey com o pincel. Lá fora, essa edição sai por US$ 70. Aqui no Brasil, vi vendendo na Saraiva por módicos R$ 400.  A edição comum sai por US$ 49,90 lá e R$ 199,90 aqui.

Conheça o game "Disney Epic Mickey"

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Lançado pela Disney Interactive Studios, o game "Disney Epic Mickey" é um jogo repleto de aventura com elementos de RPG para o console Wii™. A estrela do jogo é Mickey Mouse, reformulado para os videogames pelo visionário criador de jogos Warren Spector e seu estúdio Junction Point. Em "Disney Epic Mickey", Spector, fã da Disney desde criança, utiliza a rica história de Mickey Mouse juntamente com outros personagens e mundos de Walt Disney para criar uma surpreendente aventura baseada nos desenhos animados.

No enredo do jogo, o feiticeiro Yen Sid cria um mundo maravilhoso e fantasticamente deturpado, onde as criações esquecidas e aposentadas da Disney prosperam. Originalmente, o poderoso feiticeiro de “O Aprendiz de Feiticeiro”, de “Fantasia”, clássico de Walt Disney de 1940, foi chamado de “Yen Sid” pelos animadores do estúdio, apesar do nome nunca ter aparecido no filme. No jogo de Spector, Oswald, o Coelho Sortudo – a primeira estrela dos desenhos de Walt Disney, criado em 1927 –, torna-se o primeiro habitante do Deserto dos Desenhos, depois da criação de Mickey Mouse. Oswald deixa o Deserto dos Desenhos mais confortável para outros personagens aposentados que se juntam a ele nesta terra mágica. Os anos se passam e Oswald, preso no Deserto dos Desenhos, começa a se ressentir da popularidade crescente de Mickey. Quando Mickey, por curiosidade, tropeça no mapa de Yen Sid, ele comete um erro inocente, mas de terríveis proporções e, sem querer, devasta o confortável mundo de Oswald. O erro de Mickey o transporta para o misterioso Deserto dos Desenhos para encarar a destruição que ele, sem saber, acabou causando.

Combinar a criatividade e inovação de Warren com um dos personagens mais famosos do mundo leva Mickey de volta às suas raízes e permite que os fãs se identifiquem mais profundamente com o personagem – especialmente nos videogames”, disse Graham Hopper, vice-presidente executivo e diretor-geral do Disney Interactive Studios. “Além da paixão de Warren por desenhos animados, filmes e quadrinhos, a sua abordagem visionária relativa ao design de jogos e à narrativa vai fazer com que este conto heroico de descoberta e redenção tenha grande repercussão tanto com os fãs da Disney quanto com os jogadores de videogame.”?

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Com o controle Wii Remote™, os jogadores utilizam tinta e solvente mágicos para remodelar o mundo à sua volta. A criatividade da tinta e o efeito destruidor do solvente dão ao jogador ferramentas poderosas para escolher como vão se mover pelo mundo. Ao usar tinta, solvente ou ambos os materiais, cada jogador altera dinamicamente o mundo com consequências que afetam o ambiente, as interações com outros personagens e até a aparência e as habilidades de Mickey.

A essência deste jogo são as escolhas e suas consequências e como isso define tanto o personagem quanto o jogador”, diz Spector. “Ao colocar o travesso Mickey num lugar desconhecido e pedindo que faça escolhas – ajudar outros personagens de desenhos ou escolher seu próprio caminho – Disney Epic Mickey incentiva os jogadores a lidarem com as consequências de suas ações. E, no fim das contas, eles devem se perguntar ‘que tipo de herói eu sou?’ Cada jogador vai chegar a uma resposta diferente.

Misturando realidade e fantasia, o papel de Oswald, o Coelho Sortudo é tão importante no jogo quanto na vida real. Oswald, a criação de Walt Disney, apareceu em 26 desenhos animados mudos entre 1927 e 1928, decorrente do contrato de distribuição que o produtor Charles Mintz mantinha com a Universal. Nessa época, Oswald tinha tudo para ser a primeira grande estrela da animação de Walt Disney. Diante de custos de produção limitados, Disney pediu mais verba para garantir a qualidade dos desenhos animados de Oswald. Sem chegar a um acordo, Walt Disney acabou perdendo os direitos sobre Oswald e, com o coelho, foram-se muitos dos seus funcionários. Entre os que permaneceram, estava o animador, cartunista e amigo de longa data Ub Iwerks, e, juntos, criaram um novo personagem, chamado Mickey Mouse.

O conceito inicial por trás de "Disney Epic Mickey" originou-se dentro do Think Tank, como é conhecido o departamento de desenvolvimento criativo da Disney Interactive Studios. O Think Tank criou o conceito de Mickey como um personagem de desenhos que é jogado numa situação tumultuosa. Spector ampliou e refinou o conceito de "Disney Epic Mickey" e construiu o jogo para um público variado, utilizando completamente o Wii e o controle Wii Remote para criar uma jogabilidade envolvente e de fácil acesso.

Desenvolvido pela Junction Point em Austin, no Texas, EUA, "Disney Epic Mickey" tem previsão de lançamento para o segundo semestre de 2010. Até o momento, o jogo não recebeu classificação etária. Para mais informações, acesse o endereço: www.disney.com/disneyepicmickey.

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