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Tag: Leitura Extra

Leitura Extra: Para Globo, Especial com Spoilers foi “Degustação”

Aconteceu na madrugada de hoje, dia 05 de Janeiro, a estréia da nova temporada de "Lost" na Rede Globo. De acordo com matéria publicada no ótimo site Ligados em Série, a estreia da 5ª temporada do seriado na TV aberta foi marcada com a exibição do especial "Lost: The Story of the Oceanic 6".

O comumente produzido pela
ABC americana, que trazia um resumo dos fatos ja acontecidos, mas o grande problema é que o resumo era da própria 5ª temporada, que nem começou a ser exibida no canal.

Em resposta o site informa que a Globo vê o especial como uma degustação do que está por vir na nova temporada. Abaixo segue a matéria completa do
Ligados em Série sobre o assunto. Vale a dica de leitura para quem é fã.

Para Globo, Especial com Spoilers foi “Degustação”

Enfim, a Rede Globo de Televisão se pronunciou acerca da exibição de um episódio especial de LOST lotado de spoilers nesta madrugada de 05/01. Em um comunicado à imprensa, a Central Globo de Comunicação (CGC) nega qualquer tipo de erro e afirmou que o programa “é um clássico início de temporada e que apenas nos últimos minutos há uma espécie de ‘degustação’ da história, de forma a aguçar o interesse e a curiosidade do telespectador”. Eles bateram o pé e reiteraram que o episódio especial “não revela grandes mistérios; apenas os sugere para antecipar o que vem pela frente“. Mas isso não é verdade, como bem sabemos. Originalmente, o especial “LOST: The Story of the Oceanic 6“, este mesmo que a Globo se orgulhou de ter atingido 9 pontos de audiência com sua veiculação, só passou nos EUA após o DÉCIMO QUARTO episódio da 5ª temporada de LOST e que não é “início de temporada” coisa alguma. O 5º ano teve 17 episódios, ou seja, o especial recapitula mais de três quartos daquela história, incluindo a exposição de informações relevantes para a trama, que muitos de vocês que já assistiram sabem muito bem quais são. Enfim, após uma atitude infeliz, o canal não deu o braço a torcer e comprovou que não está nem aí para seu espectador e muito menos para o fã de séries. Uma pena que as pessoas que não podem assistir séries pela TV paga ou Internet tenham que submeter a este descaso de uma das maiores emissoras do mundo. A Globo, quem diria, precisa de umas aulas sobre exibição de séries com o SBT – que já aprontou horrores com mudanças de horários e episódios fora de ordem – mas hoje dá exemplo com séries no horário nobre e aquisição de produções aclamadas e atuais.

Com informações do blog Revista da TV, do O Globo Online.

Leitura Extra: Copa e limitação do circuito 3D desafiam cinema em 2010

O Jornal Folha de São Paulo divulgou hoje em seu site e também na versão imprensa uma matéria muito interessante mostrando um pouco dos cuidados que as distribuidoras brasileiras estão tendo que tomar esse ano com o lançamento de seus grandes filmes, por causa da Copa do Mundo, que acontece entre os dias 11 de Junho a 11 de Julho. Além disso, outro grande problema que acontecerá é o número muito pequeno de salas 3D e o grande número de filmes que serão lançados, com isso, o tempo de exibição será cada vez melhor, um exemplo é "Toy Story 3", que poderá ficar apenas duas semanas em cartaz nas salas 3D, pois a DreamWorls já agendou "Shrek Para Sempre" para o começo de Julho. Confira abaixo a matéria na integra da Folha Online.

Copa e limitação do circuito 3D desafiam cinema em 2010

Gritos de gol, entre donos de cinema, nem sempre são comemorados. Quando se tem a seleção brasileira em campo, a festa em frente à TV costuma significar, também, menos ingressos vendidos. "Em junho e julho, não lançaremos nenhum filme", diz o presidente da Warner no Brasil, José Carlos Oliveira. O branco no calendário da Warner começa e termina com a Copa do Mundo, que vai de 11 de junho a 11 de julho.

"Começamos a discutir isso com a matriz há dois anos", diz o executivo. Mas, de olho nas mulheres que dão de ombros para os jogos, a empresa decidiu lançar "Sex and the City 2" na última semana de maio.

A diretora-presidente da Fox, Patrícia Kamitsuji, também teve de desfiar, para os norte-americanos, seu rosário de justificativas para mudar algumas datas de estreia. "A gente explica pra eles que a Copa são 30 dias de Super Bowl", diz, referindo-se à final da liga de futebol americano. "Knight and Day", comédia de ação protagonizada pelos atores Tom Cruise e Cameron Diaz, por exemplo, estreia em 2 de julho nos EUA, mas foi transferido, no Brasil, para o dia 16.

"Todo mundo se rende aos números. Hoje, os Estados Unidos respondem por apenas 35% do faturamento de um filme. O resto vem dos outros territórios", diz Oliveira. Ou seja, os estúdios, hoje, topam mudar a data em nome do desempenho do filme na América Latina ou na Europa.

Mas os filmes também dão lá os seus dribles. "Em 1994, lançamos 'O Rei Leão' e 'Quatro Casamentos e um Funeral' na Copa, e os dois foram muito bem porque ficaram sozinhos", lembra Rodrigo Saturnino Braga, diretor-geral da Columbia. "Claro que não lançamos um filme de ação nessa época, mas uma comédia romântica pode ser ideal." A companhia colocará em cartaz, em 25 de junho, "Toy Story 3". Mas, desta vez, o filme distribuído pela Disney não correrá sozinho pela tela.

"Shrek para Sempre" estreia em 9 de julho. "Por que não lançar um filme infantil durante a Copa? Criança não vê jogo", aposta Jorge Peregrino, vice-presidente da Paramount. "É o último final de semana. Se o Brasil estiver na final, faço pré-estreias em horários diferentes das partidas", calcula.

Boca de urna

Saído da Copa, o mercado terá de enfrentar, ainda, as eleições. Apesar de o voto não concorrer com os filmes, o custo da publicidade, nesse período, tende a aumentar. "A mídia fica mais cara. Mas, ao contrário de julho, esse é um período em que, normalmente, há menos filmes sendo lançados. Então, não nos preocupa", diz Oliveira. "A única coisa que temos que fazer é planejar a campanha de TV com mais antecedência", concorda Braga.

Saído de um ótimo ano, com cerca de 110 milhões de ingressos vendidos e R$ 1 bilhão arrecadados, o mercado de cinema brasileiro tem como principal meta, em 2010, não dar passos para trás. "Podemos repetir o crescimento de 10%", diz Peregrino. "Acho difícil cair. Se cair, é pelo efeito Copa."

Congestionamento

Além de futebol, outra pedra no caminho dos grandes estúdios é a limitação do circuito 3D. Estão apontadas 16 estreias no formato. São mais filmes do que meses. E, se no caso dos filmes tradicionais, isso se resolve com a ocupação de várias salas ao mesmo tempo --às custas da expulsão dos independentes do circuito--, no caso do 3D não há solução.

Apenas dois complexos, o Eldorado, em São Paulo, e o Pier 21, em Brasília, têm dois projetores 3D. Nos outros cem cinemas, há apenas uma sala adaptada ao formato. Ou seja, para entrar um filme, outro tem de ceder seu lugar na fila.

"O potencial do 3D não vai se cumprir porque os filmes terão que sair de cartaz, mesmo que estejam indo bem", diz Kamitsuji, da Fox, que lançou, em 2009, "A Era do Gelo 3" e "Avatar". "Vai começar um congestionamento", antevê Oliveira.

"O risco é haver uma canibalização, ou seja, que o 3D atrapalhe as salas tradicionais. Talvez tenha gente que prefira esperar esvaziar a sala em 3D do que ver em 2D", avalia Peregrino. "Avatar" é um indicativo disso. O 3D responde por 40% da bilheteria do filme.

Fonte: ANA PAULA SOUSA da Folha de S.Paulo
03/01/2010 - 08h28

Leitura Extra: Morreu Roy E. Disney (1930-2009)

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Depois de quase 23horas sem atualizações por causa de chuvas em São Paulo, que me deixaram sem internet, é com muita tristeza que venho dar a noticia do falecimento de Roy E. Disney, sobrinho de Walt Disney, que morreu na tarde de ontem. De acordo com a própria Walt Disney Co., Roy morreu vitima de um câncer no estômago, no hospital presbiteriano Hoag Memorial em Newport Beach, Califórnia. Abaixo segue uma excelente matéria divulgado por nosso parceiro, o site Animation-Animagic. Vale a pena conferir também a matéria do site D23, para os que tem inglês fluente.

Roy E. Disney, sobrinho de Walt Disney, morreu nesta quarta-feira 16 de dezembro. Ele tinha 79 anos. Conhecido por promover o espírito criativo de seu tio, Roy se envolveu em duas grandes batalhas para tirar dois presidentes da The Walt Disney Company - primeiro contra seu genro Ron Miller em 1984 (alegando péssima administração e falta de criatividade), e mais recentemente contra Michael Eisner, apoiado por ele próprio em 1984, mas muito criticado até a sua renúncia em 2005 por microgerenciamento e decisões equivocadas. Roy foi o criador da campanha Save Disney, que ajudou na troca de comando na Disney - assumindo Bob Iger - e apoiava a Pixar.

Roy estava há anos lutando contra um câncer no estômago. Morreu no Hoag Memorial Hospital Presbyterian em Newport Beach, de acordo com Clifford A. Miller, porta-voz da companhia Shamrock Holdings, empresa do próprio Roy, que investia em negócios variados que incluiam broadcasting, interesses industriais em Israel e soja. A empresa também adquiriu empresas de forma hostil - caso da Polaroid Corp (especializada em máquinas fotográficas). Seu sócio era o advogado Stanley Gold, que por muitos anos fez parte do cômite de administração da Disney na era Eisner.

Em seus primeiros 20 anos de carreira, Roy trabalhou na Disney na produção de diversos filmes sobre a natureza, incluindo "Pancho, A Dog of the Plains", "The Owl That Din´t Give a Hoot" e o curta indicado ao Oscar, "Mysteries of the Deep". Após a morte de Walt Disney em 1966 e de seu pai (Roy Oliver) em 1971, o sobrinho se tornou grande acionista e figura importante no cômite admnistrativo, até renunciar em 1977. Sua batalha contra Ron Miller resultado numa muito comentada racha entre os dois lados da família Disney, já que Ron era casado com a filha de Walt, Diane.

Também era conhecido, de forma maldosa, como "o sobrinho idiota". Apesar de muitos alegarem que o rótulo era geral, Diane Disney negou ao próprio Roy (segundo o livro "Disney War") que tenha originado da família. Ambos chegaram a conclusão de que deveria ser coisa de Card Walker, presidente da Disney antes de Ron Miller.

Com sua volta em 1984, Roy E. Disney foi responsável direto pela revitalização dos estúdios de animação Disney. Foi vice-chairman da The Walt Disney Company. Capitaneados por Jeffrey Katzenberg, os filmes da Walt Disney Feature Animation tornaram-se novamente um sucesso. Seu projeto pessoal foi a continuação do clássico filme "Fantasia" de 1940. Em "Fantasia 2000", Disney faria história exibindo um nova versão do filme em telas I-Max. Outro projeto importante foi a conclusão do curta de animação "Destino", iniciado por Walt Disney e Salvador Dalí.

Roy desligou-se da Disney em dezembro de 2003, após descobrir um mês antes de que o comitê de administração planejava excluir seu nome por conta da idade. Foi o estopim para a campanha Save Disney, que culminaria com o voto contrário dos acionistas ao presidente Michael Eisner. Em entrevista a revista Fortune, descreveu como reuniu os quatro filhos, sentara juntos, e concordaram que ele deveria desafiar Eisner.

Nascido em 10 de janeiro de 1930, foi filho único de Roy Oliver (irmão de Walt) e Edna Disney. Em 1955, casou-se com Patty Disney, irmã de um amigo de infância (Peter Daily). Tiveram quatro filhos: Abigail Disney, Susan M. Disney Lord, Roy Patrick Disney e Timothy J. Disney, além de 16 netos. Em 2007, divorciou-se de Patty após 52 anos de casamento. Casou-se em 2008 com a produtora Leslie DeMeuse.

Com fortuna avaliada em US$ 600 milhões, sua vida era relativamente tímida. Suas maiores posses eram um castelo na Irlanda, um jato, carros esportivos e uma paixão por barcos a vela.

Roy E. Disney, por seu rosto oval, orelhas grandes e bigode, também ajudou muitos a lembrar de Walt Disney. A aparência semelhante serviu inclusive para que Disney usasse isso a seu favor na hora de promover os parques temáticos e os filmes de animação. Se em público era bastante tímido, Roy nunca deixou de criticar fortemente quando achava que tinha algo de errado na Disney. O "sobrinho idiota" conseguiu a façanha de atrair fãs, muito apoio, e o extraordinário feito de salvar duas vezes a companhia co-fundada por seu pai Roy, e pelo tio, Walt Disney. Merecedor de grande respeito.

Leitura Extra: Disney encontra o momento certo para lançar sua primeira princesa negra

Parece que o mais novo clássico dos estúdio Disney, "A Princesa e o Sapo", continua ganhando destaque na mídia brasileira pelo fato de apresentar a primeira princesa afroamericana da história do estúdio, o que para muitos foi um grande avanço e uma quebra de tabus. O site Folha Online trouxe uma interessante matéria sobre o assunto, com entrevistas exclusivas com os dubladores originais. Além disso, abaixo você encontra também o 'novo' pôster do animado, que é igual ao último que divulgamos, mas traz o fundo azul, em vez de verde.

"A Princesa e o Sapo", o mais novo conto de fadas Disney, tem sua estréia agendada para acontecer no dia 11 de Dezembro de 2009, tanto no Brasil como nos Estados Unidos.
Disney encontra o momento certo para lançar sua primeira princesa negra

Tiana é o nome da primeira princesa negra dos estúdios Disney, que recriou um clássico infantil dos contos de fada marcado pelo jazz e demais sons de Nova Orleans, coração cultural da comunidade afroamericana, que, com Barack Obama como presidente, começa a ver a queda de alguns tabus.

"The Princess and the Frog", que no Brasil terá o título de "A Princesa e o Sapo", não é a primeira heroína diferente dos desenhos da Disney, mas primeira que de origem não-caucasiana que tem um "principado" de fantasia ambientado nos Estados Unidos.

Antes, a índia Pocahontas (1995) conquistada pelo colono britânico John Smith e Jasmine (de "Aladin", 1992) chegaram aos cinemas em longas do estúdio, mas a primeira foi criada em terras canadenses da tribo powhatan e a segunda é parte dos contos árabes incluídos nas "Mil e Uma Noites".

A produção deste musical com estilo da Broadway e ambientado no Bairro Francês de Nova Orleans ao som de jazz, zydeco, blues e gospel sob a batuta de Randy Newman --compositor várias vezes indicados ao Oscar, por filmes como "Carros", "Toy Story", entre outro--, começou a ser planejada antes do nome de Obama despontar como favorito para ocupar a Casa Branca.

"Quando a produção deste filme começou, as primeiras conversas, Barack Obama não estava na Casa Branca, é apenas uma casualidade feliz, uma coincidência maravilhosa que tenhamos dois 'príncipes' afroamericanos ao mesmo tempo em que o filme é lançado", afirmou em entrevista coletiva o ator Terrence Howard, que faz a voz de James, o pai da princesa Tiana.

Para o ator negro indicado ao Oscar em 2006 por "Ritmo de um Sonho", "sempre existiu nobreza em todas as culturas e raças, assim como também gênios em cada cultura e raça, e é bom ter a plataforma da Disney para divulgar isso".

O possível impacto para a comunidade negra nos Estados Unidos de ver pela primeira vez na grande tela uma princesa negra, com vestido de gala, usando coroa e beijando um príncipe também moreno, Naveen (que tem a voz do ator brasileiro Bruno Campos), "pode ser diferente, dependendo da geração do espectador", nas palavras de Anika Noni Rose, que empresta sua voz a Tiana.

"Para meu sobrinho será a norma, ele não vai pensar nada a respeito, será sua primeira princesa e ponto", explicou a atriz negra de 37 anos, uma das três protagonistas do musical "Dreamgirls" (2006).

"Mas para minha mãe será algo que ela estava esperando há tempos, enquanto que, para minha avó, será algo que ela nunca pensou que seria possível de acontecer", completa.

"A Disney é americana e simplesmente abrimos um novo capítulo na história americana, algo que esteve aqui por um tempo muito longo. É apenas um passo a mais na conclusão da história do que é a América neste mundo de fantasia."

A princesa Tiana, que chegará aos cinemas da América do Norte no dia 11 de dezembro, depois de estreias em Nova York e Los Angeles no dia 25 deste mês, derruba tabus apenas pela cor da pele e ao pintar a riqueza cultural de Nova Orleans, uma região que, apesar de ser o berço do jazz, da comida cajun e dos pântanos sob a neblina dos contos de Mark Twain, sensibilizou o mundo pela pobreza revelada com a passagem do furacão Katrina em 2005.

O roteiro do filme dirigido por John Musker e Ron Clements responde aos clássicos tradicionais do estúdio, que com este longa retorna ao velho estilo de animação feita a mão, mas com o uso da tecnologia atual.

Com diálogos de meninas que ainda acreditam que apenas um "príncipe" é sinônimo de êxito, "A Princesa e o Sapo" destaca uma fantasia em muito superada pela vida real a partir de 4 de novembro de 2008, quando Barack Obama foi eleito presidente dos Estados Unidos.

Em janeiro, ele, Michelle Obama e as filhas, Malia e Sasha, se mudaram para a Casa Branca, quatro décadas depois dos Estados Unidos tornarem ilegal a discriminação racial.
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