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Tag: As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada

Entrevista Exclusiva com o ator Ben Barnes, o Príncipe Caspian

Em parceria com a 20th Century Fox Film, o Planeta Disney apresenta a segunda entrevista exclusiva do especial "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada” (The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader), que chegou as lojas de todo o Brasil na última quarta-feira, dia 30 de março, em DVD e Blu-ray.

Desta vez, o galã Ben Barnes, que interpreta mais uma vez o Príncipe Caspian, respondeu algumas perguntas para os fãs sobre como foi trabalhar novamente na franquia, sobre a mudança de estúdio e diretor, o clima das filmagens, além de contar muitas curiosidades sobre a produção e sobre a importância da franquia em sua vida.

Boa leitura e divirtam-se!

O que o público vai encontrar ao ver "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada"? Ben Barnes: Três anos se passaram no tempo de Nárnia desde o último filme. Os Pevensies envelheceram um ano, mas são três anos depois para o Caspian. Ele esteve comandando o país nesse tempo, e ele diz no começo que derrotou os Giagantes do Norte e os outros exércitos no deserto, então ele está reinando em Nárnia com algum sucesso - apesar de sua hesitação no filme anterior. Ele está ficando mais confortável com a sua própria autoridade, mas ele ainda tem um pouco daquele rancor por ter crescido sem seus pais. Ele nunca sentiu que estar no poder era mesmo seu lugar, então esse é um tema que é recorrente no filme. Quando eu interpretei o Caspian como um príncipe jovem que era definido por sua vulnerabilidade. Tinha um senso de que ele não estava pronto para ser um líder. Agora ele é um homem e é rei, mas o Caspian ainda sente falta da honra que ele deve à sua linhagem, e é por isso que ele sair nessa viagem de auto-conhecimento.

Caspian está no comando dessa viagem ou missão? Ben Barnes: Ele está no comando dessa missão de encontrar os sete lordes, que eram os melhores amigos e maiores aliados de seu pai. Ele fez uma promessa em memória de seu pai, que se um dia Nárnia tivesse paz - o que ele conseguiu estabelecer - ele iria encontrar esses lordes e os salvaria de qualquer problema no qual eles poderiam se meter. No final ele percebe que eles realmente se meteram em muitos problemas.

O que você destaca como especial e interessante neste filme (e no livro) na sua opinião? Ben Barnes: 'A Viagem do Peregrino da Alvorada' é muito satisfatório de se ler. Sempre foi o meu favorito, dentre todos os sete livros de 'Nárnia' porque é episódico; você pode ler um capítulo - ou seus pais podem ler um capítulo - cada noite. Você pode ler um pouco sobre a viagem e eles aterrissam em uma ilha em particular e passam por uma aventura ou aprendem uma lição em particular. Acho que é uma das melhores histórias e tem alguns personagens humanos muito bons também. Eu acho que Eustace Scrubb, que foi vivido brilhantemente por Will Poulter, é um personagem muito engraçado. Tem muito da diversão e magia dos primeiros filmes e eu tenho algumas cenas de ação, o que é bem legal. É muito recompensador porque você tira pequenas conclusões. Mas em termos de fazer um filme do livro os escritores tiveram que trabalhar duro para ver uma continuidade juntos. Eles tiveram que fazer isso não só para os Pevensies mas para o Caspian também. O propósito da viagem não pode ser apenas uma série de descobertas; você precisa de uma razão por trás de tudo. Então nós descobrimos que tem uma ameaça real às pessoas de Nárnia que eles tem que resolver por uma série de combinações de desafios físicos e mentais.

Como foi o clima entre vocês  no set, nesse filme onde Pedro e Susana, os irmãos Pevensie mais velhos, não estão envolvidos? Ben Barnes: Edmundo e Lucia estão no coração da história, e a escalção de Will Poulter como Estauce foi genial - ele é tão engraçado. Eu já era fã dele. Ele é brilhante, o personagem dele, Eustace Scrubb, é para ser irritante mas eu não conseguia parar de rir. Eu decidi que o Caspian ia achar o Eustace engraçado, só para acobertar o fato de que o Will me fazia rir demais.

Você deve conhecer esse personagem tão bem, como você interpreta o Caspian? Ben Barnes: A bom, tudo mudou muito. Nós mudamos de diretor e de estúdio então tem muita criatividade nova colocada, o que é ótimo. Andrew Adamson, que dirigiu os dois primeiros filmes, sempre disse que ele queria criar a Nárnia que ele se lembrava de quando tinha oito anos de idade, não a Nárnia que ele decidiu que era a certa quando ele era um adulto. Então eu acho que tem uma licença criativa envolvida em termos de qualquer diretor ou estúdio ter uma nova perspectiva em Nárnia ou em como eles imaginam o mundo e os personagens. Michael Apted sente que os personagens são muito ingleses, e nós queríamos diminuir o elemento de espanhol / italiano que os Telmarines tiveram no últimos filme. Então nesse eles são muito ingleses e podem se relacionar mais de perto com os Pevensies. Nenhum dos Telmarines tem sotaque mais.

O que exatamente o diretor Michael Apted fez para mudar o clima desse filme? Ben Barnes: Ele queria trazer de volta o sentimento de mágica e descobrimento que o primeiro filme tinha, o segundo livro não tem esse elemento. Os gêneros dos livros mudam. O primeiro é como se fosse um conto de fadas, um conto de descobrimento e você vê tudo com esse olhar de novidade. Tem tanto imaginário. O segundo livro é mais um drama, parece com um filme antigo de guerra com muitos conflitos - é muito sobre o bem contra o mal - quase uma história de Hamlet. Meu tio matou meu pai e agora meu próprio povo está se voltando contra mim. É a wronged orphan story. Esse se parece mais com os filmes que eu assisti quando estava crescendo como Jason and the Argonauts, ou qualquer outra dessas histórias incríveis. Ainda tem ação, mas que ele estão nessa busca eles estão viajando e descobrindo novas terras a cada vinte minutos. Tem novas ilhas e novos personagens; nós continuamos encontrando novas coisas. Esses tipos de elementos contribuíram para o grande sucesso do primeiro filme, "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa", e porque os livros fazer tanto sucesso. C.S. Leris tem uma imaginação tão vívida.

Você era um grande fã das "Crônicas de Nárnia" antes de conseguir o papel de Caspian? Ben Barnes: Sim, eu ainda tenho a minha cópia dos livros e tem a minha caligrafia de quando tinha oito anos na capa, então para mim, estar envolvido nesse filme é incrível. Teve uma série na TV, em 1989, quando eu tinha oito anos. O Caspian era mais novo, eles tinham um garotinho interpretando ele. Então o Sam West assumiu para "A Viagem do Peregrino da Alvorada" então isso deve mostrar para você como eles poderiam ter escolhido um ator mais velho. Ele deveria ter crescido e passado por uma transação entre os dois filmes.

Como é o Caspian nesse filme? Ben Barnes: O traço mais óbvio para ele é que ele é um idealista. No primeiro filme ele tenta aceitar o fato de que a pressão e responsabilidade vão estar com ele por ser um governante. Agora ele já é um governante há muitos anos e quer ser o melhor líder que puder ser. Ele tem alguns conflitos com outros personagens sobre estilos de liderança, ao invés de certo e errado.

Como foi para você trabalhar com o diretor Michael Apted? Ben Barnes: Quando ele começou ele foi muito honesto comigo, me dizendo que ele tinha algumas trepidações wobre entrar em um projeto desta proporção e desse gênero, que ele nunca tinha feito antes. Ele fez um filme do James Bond, com muita ação, mas ele admite logo que cara que a ação não é a sua parte favorita do filme. Mas eu acho que é por isso que ele era perfeito para esse filme. Príncipe Caspian tem muita ação pesada, mas dessa vez eles queriam alguém que fosse se focar mais na história e nos personagens. Ele tem sido ótimo, ele é muito atencioso e ele certamente tem um talento para ver a figura maior no que tem sido um enorme projeto.

Como foi a convivência com elenco durante as gravações, nesse terceiro filme? Ben Barnes: Acho que para mim tinha uma atmosfera familiar ainda maior dessa vez do que da última, na verdade. Os quatro Pevensies eram muito unidos no primeiro filme e isso teve uma continuidade. E agora eu roubei esse papel de irmão/primo mais velho. As mães de Georgie, Skandar e Will me chamam de tio Ben. Se alguém precisasse ser levado para um parque aquático era o Muggins aqui (eu) que tinha que levá-los no passeio do dia. Mas tinha uma atmosfera adorável e o suficiente do elenco antigo para fazer ela se sentir familiar. E tinham muitos membros australianos no elenco para manter tudo fresco e diferente, porque esse é basicamente um gênero diferente e era importante que não ficasse obsoleto.

Você tem alguma cena ou momento favorito no filme? Ben Barnes: Eu amo as lutas de espada, elas foram muito legais. Ver pos-sets foi incrível, como o gold water island onde a água transforma as coisas em ouro, e Duffepud island. Andar nos sets e ver cenas dos livros que eu amava tomando vida era simplesmente mágico.

Teve algum desafio em particular para você dessa vez? Ben Barnes: Eu não tive que lutar aprendendo a andar a cavalo, o que tomou quase todo meu tempo acordado e dormindo no começo do último filme. Claro que não existem cavalos porque estamos em um barco, então pude passar muito tempo com a luta de espadas. Mas a questão interessante é: Você luta com espadas se a sua espada foi tomada de você? Então isso força a equipe de acrobacias, coreografias e coordenador de lutas a serem bem criativos e eu amei a solução com a qual eles surgiram com um novo movimento. Nós estávamos algemados e tinha muito movimento com os pés. É o tipo de coisa com a qual você fantasia quando é criança.

Quanto Nárnia mudou a sua vida? Ben Barnes: É só o que eu sei, mas eu acho que obviamente me ajudou a criar confiança. Eu fiz três filmes diferentes entre o último e este, tipos muito diferentes de filme. Eu fiz um filme em Boston chamado Locked In interpretando um jovem pai que tinha uma garotinha em coma. Esse foi um tipo muito diferente de história. Acho que sua confiança cresce com a variedade e de trabalhar com diferentes diretores e elencos. Então eu voltei para o Caspian com um novo senso de confiança. Acho que o último filme o que ajudou foi que eu estava ansioso, porque meu personagem estava assustado a maior parte do tempo e muito inseguro consigo mesmo. Dessa vez eu tive que ter mais autoridade e isso foi o que eu ganhei. Mas eu acho que as pessoas mudam de qualquer jeito entre os 24 anos e os 28, 29. Você cresce e se afirma para o mundo um pouco mais. Eu era um artista muito ansioso quando tinha 15 anos. Era muito tímido e não queria estar na frente, e isso mudou. Eu estava feliz pelo pulo de alguns anos entre a produção de Princípe Caspian e esse filme porque me permitiu fazer outras coisas e ganhar mais confiança, o que eu pude trazer para o papel.

Você ainda ama atuar? Ben Barnes: Claro, absolutamente, eu amo isso. Quanto mais diretores eu trabalho mais eu vejo que quero me envolver com esse lado de filmar mais para frente, mas atuar é certamente um desafio para mim agora. Eu quero melhorar. Eu amo fazer isso mas odeio me assistir, então eu quero chegar no ponto onde eu esteja mais confortável com o que estou fazendo.

Segue nosso agradecimento a jornalista Marcela Guarany Bonazzi, pela ajuda na tradução.

Extra Exclusivo do Blu-ray de "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada"

Em parceria com a 20th Century Fox Film, o Planeta Disney apresenta com exclusividade um trecho de um dos extras do Blu-ray de "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada" (The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader), que chegou hoje nas lojas de todo o Brasil. O extra escolhido foi uma cena inédita, que foi retirada da versão final do filme, mas que poderá ser vista no Blu-ray, que chega as lojas pelo preço sugerido de R$79,90 e não poderá faltar em sua coleção.

Com o roteiro assinado por Christopher Markus e Stephen McFeely, que também assinam as duas primeiras aventuras cinematográficas em Nárnia, o  novo capítulo, os irmãos Pevensie, Edmundo e Lúcia, retornam à Nárnia acompanhados pelo primo Eustáquio Mísero e lá encontram o príncipe Caspian, agora Rei, que os convoca para a importante missão de encontrar os Sete Lordes Desaparecidos de Telmar. A bordo do imponente navio O Peregrino da Alvorada, os heróis de Nárnia se confrontarão com dragões, anões, tritões e um grupo de guerreiros perdidos. Com a ajuda de novos parceiros e de outros já conhecidos do público, como o rato falante Ripchip, o grupo enfrentará mares bravios, navegando até uma série de ilhas misteriosas, que ocultam segredos e tentações. Ao embarcarem no Peregrino da Alvorada, sua coragem e suas convicções serão postas à prova numa jornada de transformação com destino ao País de Aslan, nos recantos mais longínquos do mundo.

Dirigido por Michael Apted (007- O Mundo não é o Bastante), o longa, que será distribuído pela Fox Films e não mais pela Walt Disney, traz em seu elenco nomes como os de Gary Sweet, Bruce Spence, Arthur Angel e Shane Rangi, além da volta de Liam Neeson, que volta a emprestar sua voz ao leão Aslan.

"As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada" chegou hoje, dia 30, as lojas em DVD & Blu-ray. Se você é fã da franquia, confira também a entrevista exclusiva com o elenco, diretor e produtores, divulgada no final de semana no Planeta Disney. Fique de olho, pois teremos mais novidades sobre o filme ainda essa semana!

Blu-ray EUA de "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada" chega com áudio e legenda em português

O site Blu-ray.com acaba de confirmar que o Blu-ray de "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada" (The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader), da 20th Century Fox Film, vai apresentar o filme com áudio e legendas em inglês, francês, espanhol e também em português.

De acordo com as informações, o DVD simples norte-americano apresenta apenas os comentário do diretor Michael Apted e do produtor Mark Johnson, além de cenas excluídas. Enquanto isso, edição dupla inclui o curta animado ''Histórias não contadas do Peregrino da Alvorada'', Guia do Rei Caspian para o Peregrino da Alvorada: Lendas e Tradições do Grande Navio, 5 Explorações nas Ilhas, Descobertas de Nárnia: Amigos e Inimigos de Nárnia (7 featurettes), 4 featurettes Fox Movie Channel Apresenta Por Trás das Cenas, e um Jogo de Espada. O lançamento em Blu-ray/DVD Combo, além do material do DVD, também incluirá três featurettes Por Trás das Cenas incluindo Batalha no Mar, e uma cópia digital do filme.

Com o roteiro assinado por Christopher Markus e Stephen McFeely, que também assinam as duas primeiras aventuras cinematográficas em Nárnia, o  novo capítulo, os irmãos Pevensie, Edmundo e Lúcia, retornam à Nárnia acompanhados pelo primo Eustáquio Mísero e lá encontram o príncipe Caspian, agora Rei, que os convoca para a importante missão de encontrar os Sete Lordes Desaparecidos de Telmar. A bordo do imponente navio O Peregrino da Alvorada, os heróis de Nárnia se confrontarão com dragões, anões, tritões e um grupo de guerreiros perdidos. Com a ajuda de novos parceiros e de outros já conhecidos do público, como o rato falante Ripchip, o grupo enfrentará mares bravios, navegando até uma série de ilhas misteriosas, que ocultam segredos e tentações. Ao embarcarem no Peregrino da Alvorada, sua coragem e suas convicções serão postas à prova numa jornada de transformação com destino ao País de Aslan, nos recantos mais longínquos do mundo.

Dirigido por Michael Apted (007- O Mundo não é o Bastante), o longa, que será distribuído pela Fox Films e não mais pela Walt Disney, traz em seu elenco nomes como os de Gary Sweet, Bruce Spence, Arthur Angel e Shane Rangi, além da volta de Liam Neeson, que volta a emprestar sua voz ao leão Aslan.

"As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada" chegará amanhã, dia 30, as lojas em DVD & Blu-ray. Se você é fã da franquia, confira também a entrevista exclusiva com o elenco, diretor e produtores, divulgada no final de semana no Planeta Disney.

Entrevista Exclusiva: Elenco, diretor e produtores falam sobre a franquia com o Planeta Disney

Para comemorar o lançamento do DVD e Blu-ray de "As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada" (The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader), o Planeta Disney em parceria com a 20th Century Fox Film apresentam um Especial com várias novidades exclusivas sobre o terceiro filme da franquia, baseado na obra de C.S. Lewis.

Hoje, vocês conferem uma entrevista exclusiva, que foi enviada pela assessoria da Fox com os atores Skandar Keynes (Edmundo), Georgie Henley (Lucy), Ben Barnes (Príncipe Caspian), Will Poulter (Eustáquio) e Liam Neeson (dublador de Aslan), além do diretor Michael Apted e dos produtores Mark Johnson e Andrew Adamson.

"As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada" chega em DVD e Blu-ray na próxima quarta-feira, dia 30 de março. Abaixo vocês conferem a entrevista exclusiva traduzida por nosso amigo e colaborador Pedro Costa De Biasi.

Boa Diversão!

Qual foi o maior desafio na produção de A Viagem do Peregrino da Alvorada?

Michael Apted: “Um deles foi resolver como fazer um filme na água. Eu pedi conselhos para alguns colegas e eles disseram: ‘Nunca chegue perto da água‘. Então essa foi a coisa que mais me assustou, mas, assim que resolvemos o problema, foi mais fácil lidar com o filme.”

Mark Johnsons: “Eu nunca fiquei com medo. Eu confiei em Michael para tudo.”

Andrew Adamson: “Para mim foi uma questão de continuar o que havíamos começado nos dois primeiros filmes – manter o espírito mágico e deslumbrante da franquia – mas contando uma história totalmente diferente. Então foi uma combinação de se manter fiel e ser, ao mesmo tempo, o mais original possível.”

Georgie, foi difícil fazer a cena da despedida de Aslan?

Georgie Henley: “Com certeza. Foi ótimo trabalhar com Liam mas também sem Liam, se você me entende. Eu tive muita experiência ouvindo a voz dele nos outros filmes, então foi um momento realmente emocionante. Eu estou muito feliz que [o momento] ganha vida no filme. É uma cena de fazer chorar.

Liam Neeson: “É, para mim também. Foi frustrante não estar no set com esses atores maravilhosos e o diretor – bem, Michael e eu temos uma longa história – mas a cena funcionou mesmo assim. Eu derramei uma lágrima quando assisti e me disseram que A Rainha também chorou um pouco.”

Michael Apted: “Eu não consigo colocar em palavras como foi filmar essa cena. Estávamos em uma praia imensa. Estavam os quatro [atores] e alguém no lugar de Aslan, alguém segurando um fantoche de Reepicheep, e nós andávamos para todo lado porque o sol mudava de posição. Foi totalmente surreal e eu não sei como eles conseguiram completar a cena, porque não havia nada além de praia e muito vento. O vento quase nos carregou na primeira manhã. Foi uma das experiências mais estranhas que eu tive, tentar filmar essas seis ou sete páginas de roteiro sem nada além de uma grande praia vazia.”

Para vocês, quais são os temas fundamentais de As Crônicas de Nárnia e qual a importância dos subtextos religiosos do livro nos filmes?

Liam Neeson: “Como nós sabemos, CS Lewis, autor dos livros, era um famoso ateu que então se converteu em um famoso cristão. Aslan simboliza Jesus Cristo, mas para mim ele também simboliza Maomé, Buda e todos os grandes líderes espirituais que tivemos ao longo dos séculos, assim como um mentor para crianças e uma voz da razão.”

Vocês vão adaptar todas as histórias de As Crônicas de Nárnia?

Mark Johnson: “Não é segredo que nós gostaríamos de fazer mais um. Na verdade, gostaríamos de fazer muitos mais. Isso depende do futuro, claro, mas adoraríamos continuar e filmar os sete livros.”

Michael, o que o levou a assumir a direção do terceiro filme?

Michael Apted: “Eu fiquei honrado com a proposta. Andrew ainda estava fazendo Príncipe Cáspian quando eu entrei, e era um livro muito mais sombrio. O que me atraiu foi algo que eu sempre quis fazer – um filme épico com um centro bastante intimista. O estranho é que o filme não tem muita gente. Quase não há cenas de multidão e é muito íntimo. Meu objetivo era usar uma grande paisagem mas manter a emoção e o sentimento. De certa forma, um dos meus desafios foi proteger isso, porque havia muita tecnologia – efeitos visuais fantásticos, 3D e tudo mais – mas eu queria garantir que ela não sufocasse a emoção do filme.”

Will, em quem você baseou sua performance, e existe algo de você no personagem de Eustáquio?

Will Poulter: “Tomara que não tenha muito de mim no personagem, mas tenho que discordar de você – acho que não roubei a cena no filme, eu só estava muito honrado de fazer parte dele. Eu tive muita ajuda desse cara [aponta para Ben Barnes] e trabalhar com alguém tão experiente quanto Michael é uma honra para qualquer um, em qualquer momento da carreira, em qualquer idade. Para mim, Georgie e Skandar é um privilégio trabalhar com Michael na nossa idade. Ele foi uma grande ajuda para mim e o livro é uma fonte maravilhosa. Os personagens estão no livro e no roteiro também. Nós conversamos sobre uma pegada cômica e, de qualquer maneira, Michael me achou um idiota, então foi bem mais fácil.”

Michael Apted: “Typecasting [escalação pelo perfil do ator], eu acho!”

Você conheceu garotos tão medrosos quanto Eustáquio?

Will Poulter: “Não, acho que não. Podemos agradecer CS Lewis por isso.”

Georgie, você foi comparada à Emma Watson em Harry Potter...

Georgie Henley: “Não é uma comparação ruim. Eu agradeço por ser comparada a ela. Quer dizer, eu não vejo assim mas entendo por que as pessoas nos comparam, porque nós entramos bem cedo em franquias fantásticas. Eu acho que ela lida muito bem consigo mesma e é muito talentosa e inteligente. Eu mesma gostaria de cursar uma universidade, mas não consigo me ver como modelo, porque fico tensa só de pensar no meu rosto estampado do lado de uma loja.”

Skandar, como vão os estudos?

Skandar Keynes: “Eu entrei na universidade recentemente e estou gostando. Meu curso dura quatro anos e muita coisa pode mudar em quatro anos, verei como me sinto no final. Estou gostando de não ter um plano definido agora. Vou me focar na formação e não quero comprometê-la [com a carreira de ator], mas vou ver o que acontece daqui a quatro anos.”

Georgie, a jornada de Lucy no filme traz alguma mensagem para crianças e jovens?

Georgie Henley: “Sim. Um dos principais desafios dessa filmagem foi tornar Lucy acessível e envolvente para garotas que passam pelos mesmos problemas – suas inseguranças e uma pontinha a de vaidade. Ela encara momentos difíceis e foi realmente maravilhoso interpretar uma personagem mais tridimensional. Ela não era agradável o tempo todo. Ela tinha um lado um pouco mais sombrio, e foi ótimo deixar essa mensagem para os espectadores.”

Vocês ficaram com algum objeto do filme para recordação?

Liam Neeson: “[Risos] Para mim é a roupa de leão que eu usei. Eu precisava ficar com ela.”

Ben Barnes: “No fim do filme eu pedi para a WETA fazer uma cópia da espada que eu usei no filme com a cabeça de Aslan no cabo. Ela está no meu quarto. Perguntei se poderia levar o Will mas...”

Will Poulter: “Eu perguntei se poderia levar o Ben mas o agente dele disse para eu ir embora!”

Georgie Henley: “Nós fomos muito sortudos. Na manhã da primeira première, ganhamos réplicas de nossas armas. Eu ganhei minha adaga, foi épico. Eu também gostaria de levar para casa a espada que eu usei no filme. Vivi muitas coisas com aquela espada.”

Quais foram as vantagens de ter Douglas Gresham [enteado de CS Lewis] no set com vocês?

Andrew Adamson: “Doug nos ajudou muito por ser o único que conheceu CS Lewis. Ele conseguia ir ao âmago do livro. Cada um interpreta de um jeito diferente, então às vezes era bom virar para ele e perguntar ‘O que Jack [CS] estava pensando com essa passagem?’ Ele sempre nos auxiliou muito para fornecer essa voz.”

Michael, você vou a evolução dos efeitos visuais nos filmes...

Michael Apted: “É uma tecnologia que avança rapidamente, e eu acho que não conseguiríamos fazer a onda na cena final um ano antes. A tecnologia para trabalhar na água mudou muito e sua sofisticação foi um dos motivos pelos quais não precisamos ir para o mar. Filmamos o barco na praia – nós o colocamos em uma faixa de terra na beira do mar então eu tinha um horizonte abrangente e havia um grande mecanismo para o barco ir para cima, para baixo, para os lados, e fazer voltas. Então não estávamos tão longe da água... Mas é uma tecnologia meio complicada porque é difícil entendê-la. Eu não sei como fizeram a cena final mas eu adoro assisti-la, porque é muito detalhada. Eu vi cada cena com os animadores e cada vez que o rato pisca, ele está perfeitamente posicionado. Contratamos um ator para o papel de Reepicheep para o elenco se relacionar com ele ao longo do filme. Você sabe, é um detalhe importante, especialmente para Will. A relação dele com Reepicheep é um dos centros emocionais do filme. Então tínhamos um ator para isso e ele realmente adotou a persona de Reepicheep.”

Como foi a experiência com os efeitos visuais, comparando com 007 – O Mundo Não É o Bastante?

Michael Apted: “A diferença é imensa. Um dos atrativos de Bond é que você tem que acreditar que ele pode fazer tudo aquilo, então a ideia era não cair no surrealismo, pelo menos não no filme que eu fiz. Nárnia foi um desafio inteiramente novo para mim. É de tirar o fôlego.”

Como a mudança de estúdio para a Fox afetou as filmagens?

Andrew Adamson: “Eu não diria que afetou o projeto. Na verdade foi uma transição suave, a Walden continuou co-produzindo, e foi praticamente o estúdio principal nas três produções.”

Johnson: “Obviamente nós estávamos com medo, já que tínhamos uma relação de sucesso com a Disney. Ficamos com um pouco de medo da novidade, mas a Fox entrou e não quis mudar a franquia – quis manter o que já havia sido feito, e foi uma ótima parceria. Tenho que dizer que eles são mais rigorosos e nós lidamos com esse filme, por muitas razões, de um jeito mais preciso. Então não foi um sobressalto. Estávamos preocupados mas a Fox é nossa nova parceira, parece que estivemos juntos desde sempre.”

O 3D é a nova fronteira? Todos os filmes serão feitos com a tecnologia?

Mark Johnson: “Na verdade, eu estava um pouco cético com o formato no começo, mas agora eu o admiro muito. Estou satisfeito com a versão 3D do filme porque não a usamos para aproveitar o efeito, ou ficar chamando a atenção jogando machadinhas na direção da plateia, mas para dar produndidade ao filme. Eu olho e francamente gosto bastante da versão 3D. É um pouco diferente de assistir em 2D, mas fez minha cabeça. Se o formato veio para ficar? Eu acho que sim. Nem todo filme o usa de forma interessante, mas acho que nós conseguimos. Todas as nossas cenas com efeitos – mais ou menos 2000, o que é boa parte do filme – foram feitas em 3D desde o começo.”

Ben, é difícil interpretar um personagem tão positivo? Ben Barnes: “Positivo porque não existe um lado sombrio nele? Bem, eu li essas histórias aos oito anos e assisti à série da BBC em 1989. Sam West interpretou o Rei Cáspian e eu o achei fantástico, pulando do navio no começo. Esses filmes têm muitas mensagens bonitas sobre amadurecimento. O Príncipe Cáspian passou por isso no filme anterior e agora é um homem, mais à vontade consigo mesmo, então foi um papel fácil em vários sentidos. Eu acho que ele se torna interessante por não ter tido uma figura masculina forte em sua vida. Eu posso interpretar vilões e caras esquisitos em outros filmes. É legal ter um papel virtuoso.”

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